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Crítica | O Fim da Rua (2026)

  • Foto do escritor: Igor Biagioni Rodrigues
    Igor Biagioni Rodrigues
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

Ação oitentista com dinossauros?

Por Igor Biagioni Rodrigues


O Fim da Rua
"O Fim da Rua" - Reprodução/Warner Bros.

É impossível não se encantar com dinossauros. Esses seres gigantescos e extraordinários, que dominaram a Terra por milhões de anos antes de desaparecerem em uma das maiores extinções da história do planeta, despertam fascínio até hoje. E, é claro, no audiovisual não seria diferente. Os dinos povoam as telas desde Gertie the Dinosaur, curta-metragem de 1914 dirigido pelo lendário Winsor McCay. Porém, apesar de suas inúmeras representações, de Fantasia (1940) a Em Busca do Vale Encantado (1988), foi com Jurassic Park (1993) que o verdadeiro impacto e reinado dos dinossauros na cultura pop começou.


Porém, assim como os próprios dinossauros, a franquia também foi se exaurindo. E é fato que, atualmente, a cultura pop parece carecer de novas produções envolvendo essas criaturas fantásticas que povoam a imaginação de crianças e adultos.


É nesse contexto que surge O Fim da Rua, dirigido por David Robert Mitchell. O filme acompanha a família Platt, comandada por Anne Hathaway e Ewan McGregor, durante os anos 1980. Após um misterioso evento cósmico, o bairro inteiro é arrancado do subúrbio e transportado para uma era dominada pelos dinossauros, obrigando seus moradores a se unirem para sobreviver. Uma premissa interessante, que promete trazer um novo fôlego às produções envolvendo dinossauros. Uma pena que isso fique apenas na promessa.


O Fim da Rua
Cena de "O Fim da Rua" - Reprodução/Warner Bros.

O longa não funciona em praticamente nenhum de seus aspectos. Seja pela estrutura narrativa frágil, pelos personagens superficiais, pelo pseudo-drama familiar ou pelo debate religioso vazio, tudo parece apontar para uma história que nunca consegue desenvolver de maneira satisfatória as próprias ideias. As cenas de ação e os conflitos entre os personagens não possuem peso suficiente para fazer com que realmente nos importemos com o que está acontecendo em cena. Isso sem falar na explicação pseudocientífica apresentada pelo roteiro, que chega a superar alguns dos piores momentos de Stranger Things.


Se a franquia Jurassic já se exauriu e deixou de entregar debates ou questões interessantes para além da própria ação, pelo menos seus filmes costumam compensar isso com sequências de ação grandiosas e efeitos visuais impressionantes. O mesmo, infelizmente, não pode ser dito do que vemos aqui.


O Fim da Rua
Anne Hathaway e Ewan McGregor em "O Fim da Rua" - Reprodução/Warner Bros.

Nem mesmo o carisma e o talento de Anne Hathaway e Ewan McGregor, somados à presença de dinossauros, são suficientes para tornar o filme minimamente interessante. Há uma espécie de charme na ideia de imaginar uma produção como essa sendo realizada nos anos 1980, talvez até com potencial para se tornar um clássico cult da época. Porém, feita agora, O Fim da Rua acaba sendo pouco mais do que um meteoro que cai sobre os dinossauros, e não deixa muita coisa para ser lembrada depois da extinção.


Para quem só se importa com números:

Nota - 5/10.


Ficha Técnica:

País de Origem: Estados Unidos

Roteiro: David Robert Mitchell

Direção: David Robert Mitchell

Duração: 99 min.

Classificação: 14 anos


Elenco:

Anne Hathaway

Ewan McGregor

Maisy Stella

Christian Convery

Jordan Alexa Davis

P. J. Byrne

Emily Kuroda

Anne Gee Byrd

Hudson Meek

David Alexander Kaplan



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